Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...

Rubem Alves

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quarta-feira, 1 de maio de 2013

A fase das mordidas


 Nos berçários e maternais, a fase das mordidas entre as crianças sempre causa muitas confusões. Geralmente, é um assunto delicado para pais e educadores. Os pais da criança que mordeu se sentem constrangidos e culpados enquanto a família da criança que foi mordida se sente agredida e se questiona com relação aos cuidados que o filho está recebendo no ambiente escolar. Educadores precisam esclarecer e saber como lidar com a situação.
Em primeiro lugar, é importante que se saiba que esse comportamento de morder faz parte do desenvolvimento, é normal até os três anos de idade e passa quando a criança adquire novas habilidades.
O bebê entra em contato com o mundo através da boca, é seu modo de reconhecer os objetos, experimentar, sentir, por isso sempre que se interessa por algo quer levar à boca. Também a utiliza para rejeitar ou aceitar alimentos, se comunicar, sorrir, chorar, balbuciar...
As mordidas também são uma forma de comunicação e de se conhecer o outro. A princípio, as crianças não sabem avaliar as conseqüências de suas mordidas e nem a força que podem colocar. Às vezes, o ato de morder é um modo de estar perto do amigo que gostam, de partilhar uma intimidade, como comer alguma coisa gostosa.
Nessa fase, a criança ainda está acostumada a ter seus desejos atendidos prontamente, sendo comum demonstrar sua insatisfação, por meio de mordidas, enquanto não aprende a falar direito.
Cada criança tem seu modo de reagir diante do que sente e do que acontece ao seu redor. Quando contrariadas ou nas disputas por brinquedos, algumas choram, esperando que um adulto ajude, outras reagem mais intensamente, batendo ou mordendo. Morder também pode ser uma maneira da criança lidar com sua ansiedade, já que ainda não consegue organizar e compreender direito suas emoções, ela descarrega o ciúmes, a insegurança na mordida.
É preciso ter calma quando acontece este comportamento, conversar com a criança, mostrar que dói. Com o tempo, conforme a criança vai aprendendo a se comunicar melhor através da linguagem, começa a trocar as mordidas pelas palavras, conseguindo aos poucos, organizar e expressar seus sentimentos e insatisfações de outra forma.


sábado, 2 de março de 2013

Ler histórias é a melhor forma de incentivar as crianças à leitura




Ler histórias para crianças ainda não alfabetizadas é a melhor forma de incentivá-las à leitura. E, para estimular o hábito, é preciso que ele esteja inserido na rotina. O conselho é da psicóloga Cisele Ortiz, coordenadora do Instituto Avisa Lá, uma ONG que trabalha com a formação de educadores. “Desde antes de nascer até os 7 anos, quando já pode ler sozinha, é importante que alguém narre as histórias para a criança permitindo que ela entre em contato com o mundo da literatura”, diz.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Adaptação e Acolhimento

Adaptação e Acolhimento:
Um cuidado inerente ao projeto educativo da instituição e
um indicador de qualidade do serviço prestado pela instituição.

Cisele Ortiz 1
     Pretendo neste texto propor algumas reflexões sobre o processo de entrada da criança na escola de Educação Infantil. O acolhimento do ponto de vista das crianças, das famílias e da instituição, tendo como foco o planejamento do processo de acolhimento.

      Tratar deste tema se justifica por algumas razões advindas da experiência:
     Primeira razão, nos processos de formação de professores muitas vezes nos deparamos com situação de conflito entre profissionais e famílias que se forem investigadas com maior atenção são reveladoras de problemas mal resolvidos desde a entrada da criança na escola.
 
     Segunda, quando questionamos a organização dos grupos infantis, normalmente há uma queixa muito grande de que as crianças estão eternamente em adaptação. Uma boa parte das escolas seja pública ou privada, costuma privilegiar a quantidade de vagas a serem preenchidas em detrimento da relação que se estabelece entre as pessoas, mudando as crianças de grupo com muita freqüência diante dos indicadores de desenvolvimento: sentar, engatinhar, andar, tirar fraldas... dentro deste tópico podemos ressaltar também o excesso de crianças em um grupo, desrespeitando o tamanho máximo dos grupos e proporção adulto/criança. Considero esses aspectos como são fatores que interferem num bom acolhimento.